Saudade do sertão matuto
quinta-feira, 14 de abril de 2011
O meu sertão não é mais
Aquele que eu conheci.
Era um sertão matuto,
Foi nele que eu cresci.
Jogando bola na vargem,
Tomando banho de rio.
Quem conhece meu sertão
Falava que não crescia.
Mas hoje tem internet,
Água encanada e energia.
Não troco o sertão matuto
Pelo sertão de hoje em dia.
O meu sertão da viola,
Do cabra improvisador.
Sertão das grandes fazendas,
Do vaqueiro aboiador.
Do contador de estórias
E do velho curador.
Meu sertão do pão de milho,
Da farinha de fubá
E do leite da coalhada,
Ah! que“grandes saudades” me dá.
Meu deus me diga quando,
Tudo isto vai voltar.

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