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Sofrimento de um vaqueiro

quarta-feira, 18 de maio de 2011


Quero avisar ao vaqueiro que exerce a profissão
Que façam uma economia, vá guardando algum tostão.
Quando a velhice chegar , comprar uma casa pra morar
Para não depender do patrão.

Conheci um velho vaqueiro que não pode mais campear
Com a vista ficando curta,  pouco pode enxergar.
Com dor no corpo ele chora, o patrão mandou embora
Sua fazenda deixar.

O patrão diz ao vaqueiro que não pode sustentar
Vagabundo em sua fazenda que não quer mais trabalhar,
Pede para dar o fora “ó por favor pode ir embora!”
“Arranje um canto pra ficar”.

Vaqueiro pede ao patrão para não lhe despensar,
Que não tem pra onde ir nem tem canto pra morar.
Lhe dê almoço e merenda deixe na sua fazenda
Só pra recado ele ir dar.

O patrão diz ao vaqueiro que não pode sustentar,
Vagabundo em sua fazenda que não quer mais trabalhar.
Pede para dar o fora “ó por favor pode ir embora!”
“Arranje um canto pra ficar”.

O vaqueiro deixa a fazenda aonde foi sua morada,
Ele pega uma vereda igual uma rés desgarrada.
Sai a pé e sem dinheiro, vai lá pro pé do lajeiro
Aonde o gado faz maiada.

Outro dia eu campinando passei  naquele lugar,
Procurando uma rés braba que era difícil encontrar.
Avistei uma ossada lembrei que de madrugada
Sua alma foi me visitar.

Chegou e falou assim; ” - não tenha medo companheiro
Que eu fiz parte da cultura do sertão brasileiro.
Diga se eu  não tenho razão, fale o nome de um patrão
Pra dar valor ao vaqueiro.

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